“Hoje somos nós os escultores!” Agencialidade e arte pública participada em Almada

Neste artigo propõe-se uma reflexão sobre um projecto de arte pública participada, com base numa leitura crítica das teorias de Gell em torno da arte enquanto sistema de acção e da agencialidade dos objectos artísticos. A característica inovadora deste projecto assenta num processo de concepção de a...

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Dans:URI:https://journals.openedition.org/cadernosaa,
Auteurs principaux: Gato, Maria Assunção, Ramalhete, Filipa, Vicente, Sérgio
Format: Article ou chapitre numérique
Langue:Portugais
Publié: Cadernos de Arte e Antropologia 2014
Sujets:
Accès en ligne:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Description
Résumé:Neste artigo propõe-se uma reflexão sobre um projecto de arte pública participada, com base numa leitura crítica das teorias de Gell em torno da arte enquanto sistema de acção e da agencialidade dos objectos artísticos. A característica inovadora deste projecto assenta num processo de concepção de arte pública desenvolvido através da participação de um grupo de residentes no Monte de Caparica (concelho de Almada, Portugal), que também integram a comunidade a quem é dirigida a obra artística. Do enquadramento desta experiência com algumas propostas de Gell sublinha-se que o papel activo que os objectos artísticos desempenham no sistema de acção social é indissociável das propriedades simbólicas, estéticas, representativas e comunicacionais que os integram. Também se preconiza um reforço da capacidade agencial dos objectos artísticos através de formas participadas de produção semelhantes à descrita aqui. Esta experiência resulta de uma perspectiva antropológica sobre o terreno, orientada para a construção de uma metodologia de participação aplicada à concepção do objecto artístico.