“Woundscapes”: sofrimento e criatividade nas margens. Diálogos entre antropologia e arte

Este artigo relata a história de uma exposição coletiva, que resulta do encontro e da colaboração de artistas e antropólogos originários de diferentes países, todos atualmente residentes na área da Grande Lisboa, cujo trabalho tem como inspiração a reprodução de olhares, estereótipos e memórias indi...

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Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/cadernosaa,
Autor Principal: Pussetti, Chiara
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado: Cadernos de Arte e Antropologia 2014
Sujets:
Acceso en liña:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Résumé:Este artigo relata a história de uma exposição coletiva, que resulta do encontro e da colaboração de artistas e antropólogos originários de diferentes países, todos atualmente residentes na área da Grande Lisboa, cujo trabalho tem como inspiração a reprodução de olhares, estereótipos e memórias individuais e coletivas ligadas aos processos migratórios. Como imigrantes, os autores são quotidianamente imersos em fluxos contínuos de mensagens que sublinham – no positivo e no negativo – a sua alteridade. Como antropólogos e artistas não se limitam a apropriar-se deste fluxo mas criam paisagens mediáticas originais, tornando-se protagonistas. Os trabalhos apresentados nesta exposição pretenderam delinear diferentes formas de entender, expressar e enfrentar o sofrimento social, examinando percursos individuais e coletivos de significação da dor, que se revelam táticas de legitimação, de resistência ou ainda de reconceptualização da própria posição social. A necessidade de repensar e reconstruir as geografias migratórias, os estereótipos e os imaginários que tornam opaca a singularidade dos sujeitos, os tempos da história, além das suas roturas, para descodificar o complexo enredo entre biografias individuais, memórias coletivas, heranças coloniais e violências económicas e sociais, representa hoje uma obrigação teórica, e sobretudo política e moral.