Entre escalas: sobre as relações espaciais na obra de Oiticica
A produção artística brasileira entre 1950 e 1970 passou por uma revisão da sua relação com o museu e o público. Neste cenário, Hélio Oiticica se destacou ao buscar nova poética em sua arte, descolando-a da bidimensionalidade das “paredes” do cubo branco, tornando-a arena da expressão pública. Este...
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Lenguaje: | Portugais |
| Publicado: |
Cadernos de Arte e Antropologia
2014
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
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openedition-oai:revues.org:cadernosaa_320 https://doi.org/10.4000/cadernosaa.320 urn:doi:10.4000/cadernosaa.320 pt https://journals.openedition.org/cadernosaa/320 2014-07-02T02:00:00Z info:eu-repo/semantics/openAccess article info:eu-repo/semantics/article urn:handle:20.500.13089/de14 All rights reserved Entre escalas: sobre as relações espaciais na obra de Oiticica Cadernos de Arte e Antropologia Núcleo de Antropologia Visual da Bahia info:eu-repo/semantics/reference/issn/2238-0361 URI:https://journals.openedition.org/cadernosaa Crestani, Andrei Mikhail Zaiatz Hélio Oiticica spatiality ethnographic aesthetics spatial appropriations Hélio Oiticica espacialidades estética etnográfica apropriações espaciais A produção artística brasileira entre 1950 e 1970 passou por uma revisão da sua relação com o museu e o público. Neste cenário, Hélio Oiticica se destacou ao buscar nova poética em sua arte, descolando-a da bidimensionalidade das “paredes” do cubo branco, tornando-a arena da expressão pública. Este artigo parte do pressuposto de que as obras de Oiticica variam de escala de interação com o usuário e modo de representação, mas se encontram em uma mesma “condição”: mais autônomas em relação ao ambiente que se insere, e heterônomas em relação ao espectador. São reunidas abordagens de Walter Benjamin e Cliffortd Geertz, que analisam os movimentos artísticos na perspectiva etnográfica e antropológica, para então refletir Penetráveis, Parangolés, Bólides e Núcleos com a proposta de compreender como suas obras constroem relações espaciais com o participante em diferentes escalas, bem como o modo destas relações se ampliarem à interação poética entre as obras. Between 1950 and 1970, the Brazilian artistic production underwent a review of the relationship between the museum and the public. Within this context, Hélio Oiticica stood out in the way he was trying to discover a new poetics of art, detaching it from the two-dimensionality of the museum walls, making it an arena of public expression. The article parts from the presupposition that Oiticica’s works vary in its degree of user interaction and its modes of representation, but share a common condition: to be more autonomous in relation to their environment, and more heteronomous in relation to the spectator. Based on ideas of Walter Benjamin and Clifford Geertz on artistic movements from an ethnographical and anthropological perspective, the article reflects on Penetráveis, Parangolés, Bólides and Núcleos to analyze how spatial relationships in Oiticica’s artworks construct relationships with the spectator on different levels, and how these relationships may expand the poetic interaction between the artworks themselves. |
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OpenEdition Journal |
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Hélio Oiticica spatiality ethnographic aesthetics spatial appropriations Hélio Oiticica espacialidades estética etnográfica apropriações espaciais |
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Hélio Oiticica spatiality ethnographic aesthetics spatial appropriations Hélio Oiticica espacialidades estética etnográfica apropriações espaciais Crestani, Andrei Mikhail Zaiatz Entre escalas: sobre as relações espaciais na obra de Oiticica |
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A produção artística brasileira entre 1950 e 1970 passou por uma revisão da sua relação com o museu e o público. Neste cenário, Hélio Oiticica se destacou ao buscar nova poética em sua arte, descolando-a da bidimensionalidade das “paredes” do cubo branco, tornando-a arena da expressão pública. Este artigo parte do pressuposto de que as obras de Oiticica variam de escala de interação com o usuário e modo de representação, mas se encontram em uma mesma “condição”: mais autônomas em relação ao ambiente que se insere, e heterônomas em relação ao espectador. São reunidas abordagens de Walter Benjamin e Cliffortd Geertz, que analisam os movimentos artísticos na perspectiva etnográfica e antropológica, para então refletir Penetráveis, Parangolés, Bólides e Núcleos com a proposta de compreender como suas obras constroem relações espaciais com o participante em diferentes escalas, bem como o modo destas relações se ampliarem à interação poética entre as obras. |
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