Entre escalas: sobre as relações espaciais na obra de Oiticica

A produção artística brasileira entre 1950 e 1970 passou por uma revisão da sua relação com o museu e o público. Neste cenário, Hélio Oiticica se destacou ao buscar nova poética em sua arte, descolando-a da bidimensionalidade das “paredes” do cubo branco, tornando-a arena da expressão pública. Este...

Deskribapen osoa

Gorde:
Xehetasun bibliografikoak
Argitaratua izan da:URI:https://journals.openedition.org/cadernosaa,
Egile nagusia: Crestani, Andrei Mikhail Zaiatz
Formatua: Article ou chapitre numérique
Hizkuntza:Portugais
Argitaratua: Cadernos de Arte e Antropologia 2014
Gaiak:
Sarrera elektronikoa:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Deskribapena
Gaia:A produção artística brasileira entre 1950 e 1970 passou por uma revisão da sua relação com o museu e o público. Neste cenário, Hélio Oiticica se destacou ao buscar nova poética em sua arte, descolando-a da bidimensionalidade das “paredes” do cubo branco, tornando-a arena da expressão pública. Este artigo parte do pressuposto de que as obras de Oiticica variam de escala de interação com o usuário e modo de representação, mas se encontram em uma mesma “condição”: mais autônomas em relação ao ambiente que se insere, e heterônomas em relação ao espectador. São reunidas abordagens de Walter Benjamin e Cliffortd Geertz, que analisam os movimentos artísticos na perspectiva etnográfica e antropológica, para então refletir Penetráveis, Parangolés, Bólides e Núcleos com a proposta de compreender como suas obras constroem relações espaciais com o participante em diferentes escalas, bem como o modo destas relações se ampliarem à interação poética entre as obras.