Cuidar que a obra é sua: paternidade e autoria em Machado de Assis
A figura do autor como plagiário, para recuperar o título que uma importante colectânea de ensaios foi roubar ao capítulo IX de Dom Casmurro, atravessa toda a obra de Machado, com um impressionante catálogo de variações. A ficção machadiana parece também, porém, manter uma atracção particular por pe...
Shranjeno v:
| izdano v: | URI:https://journals.openedition.org/bresils, |
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| Glavni avtor: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Jezik: | Portugais |
| Izdano: |
Brésil(s)
2024
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| Teme: | |
| Online dostop: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Izvleček: | A figura do autor como plagiário, para recuperar o título que uma importante colectânea de ensaios foi roubar ao capítulo IX de Dom Casmurro, atravessa toda a obra de Machado, com um impressionante catálogo de variações. A ficção machadiana parece também, porém, manter uma atracção particular por personagens a que chamarei aqui perdulárias: os grandes criativos machadianos, erráticos e inconsequentes, propensos a desperdiçar as suas criações como quem desperdiça uma fortuna: personagens, no contexto que estou aqui a delinear, incapazes de fixar ou escrever a obra que poderiam assinar ou incapazes de assinar a obra que inexoravelmente produzem. Neste ensaio procurarei articular as figuras do plagiário e do perdulário, em Machado, às duas faces da mesma condição: a de não se afirmar ou reconhecer autor das suas ideias e a de se considerar, ou desejar, autor de ideias alheias. |
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