Corporificar ausências : morte e violência em Adiós Ayacucho, de Julio Ortega e Yuyachkani
O presente artigo propõe uma análise da obra Adios Ayacucho, novela de Julio Ortega e adaptação teatral do grupo Yuyachkani (dramaturgia e direção de Miguel Rubio), sob o ponto de vista da representação da violência e da morte nessa obra. Parte-se do princípio de que tal representação em Adiós Ayacu...
שמור ב:
| הוצא לאור ב: | URI:https://journals.openedition.org/amerika, |
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| מחבר ראשי: | |
| פורמט: | Article ou chapitre numérique |
| שפה: | Portugais |
| יצא לאור: |
Amerika
2015
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| נושאים: | |
| גישה מקוונת: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| סיכום: | O presente artigo propõe uma análise da obra Adios Ayacucho, novela de Julio Ortega e adaptação teatral do grupo Yuyachkani (dramaturgia e direção de Miguel Rubio), sob o ponto de vista da representação da violência e da morte nessa obra. Parte-se do princípio de que tal representação em Adiós Ayacucho relaciona-se com a história da Conquista e subjugação do povo incaico pelos espanhóis. O protagonista Alfónso Cánepa, um campesino assassinado durante a guerra civil peruana (1980-2000), que na obra faz o trajeto de Ayacucho a Lima para recompor sua ossada, pode assim ser relacionado com o mito de Inkarrí, a morte, o esquartejamento e a promessa de reconstituição do corpo do último Inca. No caso da peça teatral, ao colocar a narrativa em performance, o grupo Yuyachkani concretiza ainda mais a questão da representação de um sujeito sem corpo – um cadáver –, uma ausência significativa no contexto da guerra civil. Ao recuperar essa história da Conquista e essa memória coletiva peruana, Adiós Ayacucho aponta possibilidades de resistência por meio da corporalidade e do reconhecimento da própria heterogeneidade. |
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