Zélia e Jorge
Pretendo refletir sobre memorialismo e autobiografia a partir de alguns livros de Zélia Gattai – em especial Chapéu para viagem (1982), Jardim de inverno (1988), Crônica de uma namorada (1995), A casa do Rio Vermelho (1999) e Reportagem incompleta (1987) –, para observar que os sentidos dicionarizad...
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| 發表在: | URI:https://journals.openedition.org/amerika, |
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| 主要作者: | |
| 格式: | Article ou chapitre numérique |
| 語言: | Portugais |
| 出版: |
Amerika
2014
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| 主題: | |
| 在線閱讀: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| 總結: | Pretendo refletir sobre memorialismo e autobiografia a partir de alguns livros de Zélia Gattai – em especial Chapéu para viagem (1982), Jardim de inverno (1988), Crônica de uma namorada (1995), A casa do Rio Vermelho (1999) e Reportagem incompleta (1987) –, para observar que os sentidos dicionarizados de « autobiografia » e de « memorialismo » não dão conta do trabalho realizado pela escritora. Atuando como autora, narradora e personagem, Zélia Gattai confirma o pacto autobiográfico com os leitores ao revelar a confluência entre experiência vivida e fabulação narrativa. E, para além da própria história de vida, reminiscências familiares e testemunho de fatos da história brasileira, ela registra a história de amor vivida por mais de 50 anos com Jorge Amado, bem como o cotidiano da vida e da carreira do escritor baiano. Com muita sensibilidade ela enfrenta as sutilezas da representação literária, transformando a própria história de vida em ato de discurso literariamente intencionado. E nos lega, principalmente, uma imagem autorizada de Jorge Amado, uma « autobiografia transcrita », por guardar fidelidade às reminiscências e ter tido seu irrestrito aval. |
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