A Pequena África no Rio de Janeiro, entre “direito à memória” e “direito à cidade”: por uma patrimonialização através de uma “cultura em ações”

O antigo porto do Rio de Janeiro é considerado um dos maiores portos negreiros do século XIX. No entanto, durante décadas, essa região praticamente não apresentava vestígios de seu passado escravista. Com a operação urbana Porto Maravilha, lançada em 2009, a Prefeitura do Rio de Janeiro buscou criar...

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Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/amerika,
Autore principale: Sézérat, Laurine
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Amerika 2026
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:O antigo porto do Rio de Janeiro é considerado um dos maiores portos negreiros do século XIX. No entanto, durante décadas, essa região praticamente não apresentava vestígios de seu passado escravista. Com a operação urbana Porto Maravilha, lançada em 2009, a Prefeitura do Rio de Janeiro buscou criar um imaginário atrativo em torno da região portuária. Nesse sentido, a patrimonialização de sítios históricos, a criação de circuitos turísticos e a construção de uma narrativa em torno da Pequena África contribuíram para a distinção simbólica do território. Essas iniciativas não resultaram em uma política pública de memória, mas contribuem para legitimar e dar visibilidade a práticas afro-brasileiras (culturais ou artísticas) na região portuária que materializam “memórias vivas”. Consideramos que essas práticas fazem parte do domínio discreto da luta política, expressando o “orgulho negro”. Ao se apropriarem do espaço, essas práticas ajudam a definir arenas memoriais e políticas, reunindo nessa abordagem o “direito à memória” e o “direito à cidade”, e convidando a reconsiderar as maneiras de “fazer patrimônio”.