O afrorrealismo na literatura amefricana : ancestralidade e identidade encruzilhada nas Américas
Este artigo desenvolve uma leitura comparativa e interpretativa das obras Changó, el gran putas, de Manuel Zapata Olivella, Gouverneurs de la Rosée, de Jacques Roumain, e Tenda dos Milagres, de Jorge Amado, com o objetivo de examinar como o afrorrealismo e o realismo animista se articulam na constru...
محفوظ في:
| الحاوية / القاعدة: | URI:https://journals.openedition.org/amerika, |
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| المؤلف الرئيسي: | |
| التنسيق: | Article ou chapitre numérique |
| اللغة: | Portugais |
| منشور في: |
Amerika
2026
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| الموضوعات: | |
| الوصول للمادة أونلاين: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| الملخص: | Este artigo desenvolve uma leitura comparativa e interpretativa das obras Changó, el gran putas, de Manuel Zapata Olivella, Gouverneurs de la Rosée, de Jacques Roumain, e Tenda dos Milagres, de Jorge Amado, com o objetivo de examinar como o afrorrealismo e o realismo animista se articulam na construção de uma identidade encruzilhada amefricana nas Américas. Partindo de um horizonte comparatista, o estudo privilegia a análise temática e simbólica das narrativas, observando como ancestralidade, memória e religiosidade estruturam os mundos ficcionais e tensionam a separação moderna entre mito, história e política. Argumenta-se que o afrorrealismo opera como poética de reinscrição da memória africana na história das Américas, enquanto o realismo animista constitui o horizonte ontológico que legitima a coexistência entre visível e invisível, natureza e espiritualidade, passado e presente. A análise mobiliza o conceito de pensamento espiral da ancestralidade (Penna, 2021) e a noção de paisagens afrocircinadas para compreender como essas obras reconfiguram a experiência diaspórica, afirmando a ancestralidade como força estética, política e identitária. Nesse contexto, a identidade encruzilhada emerge como forma relacional e dinâmica de existência, construída na travessia entre Áfricas e Américas e continuamente reelaborada pela memória ancestral. |
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