A ficção da nação entre sonhos e pesadelos
Na Argentina, como em outros países do continente americano, a figuração literária da alteridade ameríndia se intensifica, a partir da década de 1980, em textos de grande qualidade estética. O romance Una vaca ya pronto serás de Néstor Ponce insere-se nesse contexto literário que corresponde à ampli...
Wedi'i Gadw mewn:
| Cyhoeddwyd yn: | URI:https://journals.openedition.org/amerika, |
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| Prif Awdur: | |
| Fformat: | Article ou chapitre numérique |
| Iaith: | Portugais |
| Cyhoeddwyd: |
Amerika
2011
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| Pynciau: | |
| Mynediad Ar-lein: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Crynodeb: | Na Argentina, como em outros países do continente americano, a figuração literária da alteridade ameríndia se intensifica, a partir da década de 1980, em textos de grande qualidade estética. O romance Una vaca ya pronto serás de Néstor Ponce insere-se nesse contexto literário que corresponde à ampliação do espaço da metaficção historiográfica. Apropriando-se livremente de fatos históricos para explorar o imaginário do contato entre europeus e índios, focado nas relações identidade/alteridade, o romance coloca em cena o enfrentamento dos discursos subjacente à formação da nação. Constrói assim, um relato comovedor, a partir da história da espoliação e do extermínio das populações indígenas que habitavam o território da atual Argentina. Ao fazê-lo, o romance trava um intenso diálogo com os intertextos sociais e literários, explora novas modalidades narrativas, desafiando as fronteiras do gênero e tematizando a experiência da escrita. Nossa leitura interroga a fatura do texto romanesco. Focaliza a maneira como ele encena o processo de construção da nação. Procura mostrar como o romance, através da mise-en-scène do aniquilamento do Outro - os povos indígenas representados enquanto instância da alteridade -, discute o substrato de violência que engendra as formas bárbaras e arbitrárias de exercício do poder tecendo relações entre o passado e o presente histórico. |
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