De lagarta à borboleta: convergências entre literatura, biologia e práticas educativas

Este estudo explora a integração entre literatura infantil e ensino de ciências por meio do tema da metamorfose, destacando como as histórias infantis podem promover o ensino de biologia. Analisamos os livros "A primavera da lagarta" de Ruth Rocha e "A lagarta que tomou chá de sumiço&...

Deskribapen osoa

Gorde:
Xehetasun bibliografikoak
Argitaratua izan da:URI:https://journals.openedition.org/amerika,
Egile Nagusiak: Junqueira de Souza, Renata, Martins Gutierres, Jessie
Formatua: Article ou chapitre numérique
Hizkuntza:Portugais
Argitaratua: Amerika 2025
Gaiak:
Sarrera elektronikoa:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Deskribapena
Gaia:Este estudo explora a integração entre literatura infantil e ensino de ciências por meio do tema da metamorfose, destacando como as histórias infantis podem promover o ensino de biologia. Analisamos os livros "A primavera da lagarta" de Ruth Rocha e "A lagarta que tomou chá de sumiço" de Milton Célio de Oliveira Filho, que utilizam o ciclo de vida da lagarta até a fase adulta para ensinar conceitos científicos e despertar o interesse pela natureza. A narrativa de Rocha (2011) enfoca a voracidade da lagarta com metáforas poéticas que abordam paciência e empatia, enquanto Oliveira Filho (2007) constrói uma trama de suspense sobre o desaparecimento da lagarta, incentivando o leitor a desvendar o mistério da metamorfose. O estudo aborda o essencialismo psicológico, uma tendência cognitiva natural em crianças de compreender a "essência" das transformações biológicas, como a metamorfose, o que facilita o entendimento intuitivo de processos complexos. Utilizando estratégias metacognitivas, mostramos como o uso de linguagem genérica consolida a metamorfose como uma característica essencial e ajuda as crianças a generalizar este processo a outros contextos. Assim, esses livros da literatura brasileira não apenas cumprem um papel estético, mas também se revelam eficazes para comunicar ciência, ajudando os jovens leitores a entenderem e valorizarem a biodiversidade e o ciclo de vida dos insetos. Ao relacionar o conteúdo literário com práticas de compreensão leitora, este estudo demonstra como a literatura infantil pode promover o gosto estético e uma relação respeitosa com o meio ambiente.