Rompendo o labirinto do esquecimento: redes de poder e emancipação feminina em Tia Dodô da Portela

Vasculhar os labirintos do esquecimento é uma oportunidade de reescrever as histórias protagonizadas por mulheres negras em primeira pessoa, já que na seleção do que se quer rememorar, o trabalho e a trajetória das sujeitas e sujeitos negros da história passou por um projeto de apagamento intenciona...

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書誌詳細
出版年:URI:https://journals.openedition.org/alhim,
第一著者: Ferrarez de Almeida, Angélica
フォーマット: Article ou chapitre numérique
言語:Portugais
出版事項: Amérique latine histoire et mémoire 2021
主題:
オンライン・アクセス:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
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要約:Vasculhar os labirintos do esquecimento é uma oportunidade de reescrever as histórias protagonizadas por mulheres negras em primeira pessoa, já que na seleção do que se quer rememorar, o trabalho e a trajetória das sujeitas e sujeitos negros da história passou por um projeto de apagamento intencional de saberes e fazeres dos grupos chamados subalternos. O desmonte desse projeto urge em países considerados “a periferia do mundo”, já que as contradições do sistema opressor, tem mostrado limitações que acabam por implodi-lo, fazendo com que vozes insurgentes de mulheres negras busquem, na partilha do comum, a montagem de uma sociedade mais justa e igualitária. No Brasil, um país com profundas contradições, mulheres negras têm criado espaço para a ampliação da luta internacionalista de mulheres, e, nesse sentido, venho refletindo como as protagonistas do samba conseguem criar redes de poder que visam à emancipação de toda uma comunidade. Um bom exemplo está no percurso da porta-bandeira Tia Dodô da Portela, e é através de la que vamos analisar estratégias de militância, elaboradas por mulheres negras no campo dos saberes, dos espaços e da memória.