Fé na ciência? Como as famílias de micro viram a ciência do vírus Zika acontecer em suas crianças no Recife/PE

O vírus Zika (VZ) se instalou no Brasil como uma nova epidemia entre os anos de 2015 e 2016. Sua principal consequência foi reprodutiva, com o nascimento de mais de 4.000 crianças com o que se convencionou chamar de Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ), que reúne um conjunto complexo de muitas de...

Szczegółowa specyfikacja

Zapisane w:
Opis bibliograficzny
Wydane w:URI:https://journals.openedition.org/aa,
1. autor: Fleischer, Soraya
Format: Article ou chapitre numérique
Język:Portugais
Wydane: Anuário Antropológico 2022
Hasła przedmiotowe:
Dostęp online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Opis
Streszczenie:O vírus Zika (VZ) se instalou no Brasil como uma nova epidemia entre os anos de 2015 e 2016. Sua principal consequência foi reprodutiva, com o nascimento de mais de 4.000 crianças com o que se convencionou chamar de Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ), que reúne um conjunto complexo de muitas deficiências e exige vários tipos de cuidado especializado. Até o momento, na literatura antropológica, muito foi dito sobre essas deficiências, sobre o cotidiano de cuidados e de direitos dessas crianças e suas famílias, mas nem tanto foi documentado sobre a relação que elas mantiveram com a ciência que por muito tempo tentou compreender esse novo vírus, essa nova síndrome. O artigo apresenta razões para essas pessoas terem aceitado os convites vindos da ciência e também terem tecido reflexões mais críticas sobre esse intenso convívio com a mesma. Com base em pesquisa coletiva e etnográfica, realizada ao longo de quatro anos no Recife/PE, epicentro da epidemia do VZ, o artigo pretende contribuir com uma Antropologia da ciência menos “interna ao laboratório”, já que os sujeitos de pesquisa envolvidos na produção de conhecimento sobre o VZ e a SCVZ também ajudaram a avaliar e – mais importante – a construir essa ciência.