“A mata se levanta, poeira levanta, pedra do morro desce e a terra estremece”: A derrubada de um terreiro de jarê no Parque Nacional da Chapada Diamantina
Este trabalho analisa a controvérsia instaurada pela ação de fiscalização realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em 2024, no Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), que resultou na derrubada do terreiro Peji Pedra Branca de Oxóssi, na destruição de morad...
Shranjeno v:
| izdano v: | URI:https://journals.openedition.org/aa, |
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| Glavni avtor: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Izdano: |
Anuário Antropológico
2026
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| Teme: | |
| Online dostop: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Izvleček: | Este trabalho analisa a controvérsia instaurada pela ação de fiscalização realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em 2024, no Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), que resultou na derrubada do terreiro Peji Pedra Branca de Oxóssi, na destruição de moradias da comunidade e na remoção de um assentamento de caboclo. A partir da análise documental do processo administrativo e da minha inserção continuada junto às comunidades do jarê de Lençóis, argumento que o episódio evidencia um conflito entre diferentes perspectivas sobre a composição da paisagem. A ação desconsiderou os vínculos entre corpos, paisagem, encantados e práticas de cuidado presentes nos modos de viver das comunidades jarezeiras, e a violência do ato é invisibilizada no processo de reconstrução do terreiro, colocado em curso pelo ICMBio. Sustento que a tentativa de reparação promovida pelo Estado opera por meio de uma simplificação ambiental e religiosa que reduz o terreiro à sua materialidade edificada, invisibilizando as relações cosmopolíticas que compõem o lugar. |
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