“Mulheres (indígenas) que Amam Futebol”: Jogo, sociabilidade e participação política em São Gabriel da Cachoeira, Amazonas

Se já existe uma tradição consolidada de estudos sobre o futebol de mulheres, sua prática em contextos indígenas ainda carece de maior investimento antropológico. A primeira equipe de futebol de mulheres em São Gabriel da Cachoeira (AM) foi criada em 1991 e, desde então, os times vêm aumentando, com...

Szczegółowa specyfikacja

Zapisane w:
Opis bibliograficzny
Wydane w:URI:https://journals.openedition.org/aa,
Główni autorzy: Ferraz, Adilce J. Veiga, Medaets, Chantal, Altmann, Helena
Format: Article ou chapitre numérique
Wydane: Anuário Antropológico 2026
Hasła przedmiotowe:
Dostęp online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Opis
Streszczenie:Se já existe uma tradição consolidada de estudos sobre o futebol de mulheres, sua prática em contextos indígenas ainda carece de maior investimento antropológico. A primeira equipe de futebol de mulheres em São Gabriel da Cachoeira (AM) foi criada em 1991 e, desde então, os times vêm aumentando, com conquista gradual de espaços de treino, participação nos campeonatos e em funções de liderança. Esta pesquisa retraçou a história do futebol jogado por mulheres naquela região. A metodologia consistiu em identificar e entrevistar as mulheres que estiveram na iniciativa da criação dos primeiros times de futebol feminino. Os resultados mostram que a aprendizagem da prática se deu na rua, jogando com meninos e enfrentando restrições familiares e dos meninos jogadores. A experiência competitiva com o esporte as fortaleceu como grupo, promovendo vínculos e criando sentimento de pertencimento. Na vida adulta, identificamos um esforço notório de institucionalização da prática, uma busca por ocupar espaços públicos e a participação na política do futebol regional. A pesquisa mostra que a história do futebol jogado por mulheres no Rio Negro revela também aspectos das transformações políticas na região, onde se veem mulheres buscando ocupar espaços de poder e de destaque público, a despeito de reações majoritariamente adversas das pessoas de seu entorno.