A proposta da Tecnologia Comparada
Houve uma proposta bastante peculiar de estudo materialista no passado da sociologia e etnologia francesa ; foi esta a Tecnologia Comparada, formulada por André Leroi-Gourhan. Apesar de a figura de Leroi-Gourhan suscitar não raramente uma grata lembrança de Marcel Mauss, as divergências metodológica...
Sábháilte in:
| Foilsithe in: | URI:https://journals.openedition.org/aa, |
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| Príomhchruthaitheoir: | |
| Formáid: | Article ou chapitre numérique |
| Teanga: | Portugais |
| Foilsithe / Cruthaithe: |
Anuário Antropológico
2018
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| Ábhair: | |
| Rochtain ar líne: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Achoimre: | Houve uma proposta bastante peculiar de estudo materialista no passado da sociologia e etnologia francesa ; foi esta a Tecnologia Comparada, formulada por André Leroi-Gourhan. Apesar de a figura de Leroi-Gourhan suscitar não raramente uma grata lembrança de Marcel Mauss, as divergências metodológicas entre ambos eram consideráveis. Os impasses promovidos entre a Tecnologia Comparada, ao longo de sua gênese, encrustaram-se como firmes desvios nos caminhos na etnologia e sociologia francesa em seus inícios. Tratava essa proposta tecnológica de conceber como suficiente o aporte metodológico perante as técnicas em suas circunstâncias irredutivelmente materiais, sugerindo que houvesse nos conjuntos tecnicamente articulados um vetor de evolução paralelo à evolução orgânica. As implicações deixadas pela proposta, apesar de ignoradas pelas socioantropologias do século XX, foram vigorosamente apropriadas e retrabalhadas por Gilbert Simondon. Para além de poder retratar algumas indisposições metodológicas no passado da etnologia e sociologia francesa, ou mesmo de fazê-las despontar na antropologia contemporânea, a Tecnologia Comparada tem, décadas após sua formulação e sua radicalização, notáveis coisas a dizer sobre seu incomum método. |
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