Os Warao na encruzilhada: Conflitos e economias morais nos abrigos indígenas de Roraima
A Operação Acolhida foi criada em 2018 pelo governo brasileiro para lidar com o fluxo de venezuelanos que chegavam ao país, incluindo povos indígenas. Baseada no estado de Roraima, trata-se de uma operação que conta com um braço militar (Exército) e outro civil (Assistência Social), além do apoio da...
Sparad:
| I publikationen: | URI:https://journals.openedition.org/aa, |
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| Huvudupphovsman: | |
| Materialtyp: | Article ou chapitre numérique |
| Språk: | Portugais |
| Publicerad: |
Anuário Antropológico
2025
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| Länkar: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sammanfattning: | A Operação Acolhida foi criada em 2018 pelo governo brasileiro para lidar com o fluxo de venezuelanos que chegavam ao país, incluindo povos indígenas. Baseada no estado de Roraima, trata-se de uma operação que conta com um braço militar (Exército) e outro civil (Assistência Social), além do apoio dado por agências das Nações Unidas e ONGs por meio de parcerias e da lógica da governança compartilhada. O presente artigo analisa um dos eixos da operação, isto é, o “acolhimento”. O foco recai sobre alguns dos serviços oferecidos dentro dos abrigos destinados a indígenas, como alimentação, higiene e segurança. Ao descrever algumas situações sociais que pude observar dentro desses espaços, veremos, pelas lentes dos Warao, militares, trabalhadores humanitários e missionários não somente diferentes perspectivas e visões de mundo, mas diferentes economias morais. Os conflitos que estruturavam as relações entre atores e instituições evidenciavam tanto recorrências coloniais quanto configurações contemporâneas próprias dos governos militares humanitários. |
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