Verano/Verâo/Estate 2025

Nota da redação A ocasião para a publicação deste volume da Revista de Estud(i)os sobre Fichte foi o VII Congresso Fichte da Associação Latino-Americana de Estudos sobre Fichte (ALEF), ocorrido em novembro de 2024 em São Carlos. Este é o primeiro ao qual se seguirá o segundo e último volume dedicado...

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Muut tekijät: Prata Gaspar, Francisco
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Julkaistu: Revista de Estud(i)os sobre Fichte 2026
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description Nota da redação A ocasião para a publicação deste volume da Revista de Estud(i)os sobre Fichte foi o VII Congresso Fichte da Associação Latino-Americana de Estudos sobre Fichte (ALEF), ocorrido em novembro de 2024 em São Carlos. Este é o primeiro ao qual se seguirá o segundo e último volume dedicado aos trabalhos do dito congresso. Em seu centro e enquanto princípio fomentador estampa-se o tema do congresso: “A doutrina da ciência e seus deslocamentos”, estes entendidos em seu sentido sistemático e histórico: deslocamento do suprassensível ao sensível como procedimento articulador da doutrina da ciência; deslocamento expositivo das várias e diferentes versões da doutrina da ciência; deslocamento histórico da recepção e dos remanejamentos sofridos pelo pensamento de Fichte; deslocamento político das possíveis apropriações críticas da obra fichteana. É sob esse pano de fundo que se desenrolam estas e as demais contribuições deste e do volume vindouro da REF. É assim, com efeito, que Feyie concentra suas análises na Nova exposição da doutrina da ciência, mais conhecida como Nova methodo, não só a fim de revelar a inovadora concepção de corpo defendida por Fichte em relação à tradição filosófica anterior à doutrina da ciência, na medida em que mostra o seu papel transcendental na realização da autoconsciência, como também de indicar o deslocamento dessa concepção de corpo na própria obra de Fichte, isto é, em relação às obras anteriores à Nova methodo. Centrando suas análises nos Discursos à nação alemã,Hélio Teixeira traz à baila a importância da educação no projeto filosófico de Fichte, ao mostrá-lo como operador central para a realização da liberdade no mundo e, mais especificamente, em uma nação. Aqui, as aproximações com o contexto latino-americano são vivificadoras. E para tanto, o recurso aos Discursos à nobreza da nação alemã, de Luturo, é iluminador, ao explorar deslocamentos teóricos e retóricos operados por Fichte a partir da obra do reformador. Já o artigo de Alexsander Ferreira mostra como Friedrich Schlegel se apropria do conceito de reflexão, de origem kantiana, mas sobretudo em seu sentido fichteano, assim como dos elementos a ele vinculados, para reformulá-lo em seu sentido romântico: a ênfase no caráter adoutrinal e desvinculado de regras da reflexão transcendental dará aso ao surgimento – ou deslocamento – de uma concepção de saber antifundacionista, na qual carece-se de princípios fundamentais e sempre se está no meio. Circunscrevendo-se a um momento da obra de Fichte que é tida por muitos como aquela na qual há indubitavelmente uma mudança doutrinal, a saber, na passagem do Fichte de Jena para o de Berlin, a contribuição de Ives Radrizzani mostra de uma maneira precisa e a um só tempo polêmica como já é possível encontrar na Nova exposição da doutrina da ciência a estrutura que depois impregnará as exposições tardias: o absoluto, sua manifestação como mundo inteligível ou reino dos espíritos e a manifestação deste como natureza ou mundo sensível. Finalmente, o artigo de Hoffmann nos fornece igualmente uma chave interpretativa para elucidar o conjunto de deslocamentos nas diferentes e diversas exposições da doutrina da ciência, ao propor a compreensão da obra a partir da relação e inicial distância entre o saber filosófico subjetivo e o saber absoluto que põe a si mesmo e que sabe de si mesmo – que é autoevidente: é a visada aproximação desses dois polos ou sua identificação que se revela rico instrumental para acompanhar o desenvolvimento filosófico de Fichte. Que o leitor possa desfrutar do ganho de compreensão aqui proporcionado pelos referidos artigos!                                                            Emiliano Acosta e Francisco Prata Gaspar  
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