Traumas do Império. História, Memória e Identidade Nacional
No presente texto, procura-se avaliar o peso de alguns dos principais traumas que marcaram a história imperial portuguesa na formação da memória colectiva, na construção da narrativa identitária nacional. Como pontos de referência, tomámos sucessivamente o desastre de Alcácer-Quibir, a desagregação...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/cea, |
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| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
Cadernos de Estudos Africanos
2016
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
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openedition-oai:revues.org:cea_1201 https://doi.org/10.4000/cea.1201 urn:doi:10.4000/cea.1201 pt https://journals.openedition.org/cea/1201 2016-01-22T01:00:00Z info:eu-repo/semantics/openAccess article info:eu-repo/semantics/article urn:handle:20.500.13089/dn1c https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ Traumas do Império. História, Memória e Identidade Nacional Cadernos de Estudos Africanos Centro de Estudos Internacionais info:eu-repo/semantics/reference/issn/2182-7400 info:eu-repo/semantics/reference/issn/1645-3794 URI:https://journals.openedition.org/cea Alexandre, Valentim Social Memory Portuguese Empire Colonial History Memória social Império português História colonial No presente texto, procura-se avaliar o peso de alguns dos principais traumas que marcaram a história imperial portuguesa na formação da memória colectiva, na construção da narrativa identitária nacional. Como pontos de referência, tomámos sucessivamente o desastre de Alcácer-Quibir, a desagregação do império luso-brasileiro, o ultimatum inglês de 1890 e a descolonização final (com as fortes resistências que encontrou). Nas conclusões, tenta-se caracterizar a memória colectiva formada a partir desses traumas — vendo-se nela uma memória ferida ou mesmo doente, por incapaz de efectuar o correspondente trabalho de luto. Finalmente, faz-se uma breve alusão à relação entre memória e historiografia, sopesando-se a capacidade desta última para alterar o carácter bipolar da narrativa identitária portuguesa, sempre oscilante entre a depressão e a euforia. In this paper we try to evaluate the weight of some of the most important traumas that shaped the Portuguese imperial history in the formation of collective memory and in the construction of the national identity narrative. As reference points, we took successively the disaster of Alcácer-Quibir, the desegregation of the Portuguese-Brazilian empire, the English ultimatum of 1890 and the final decolonisation (with the strong resistances it aroused). ln the conclusions, the paper attempts to characterise the collec tive memory shaped by those traumas — seeing in it a wounded memory ar a sick memory, not capable of making the correspondent mooring work. Finally, one makes a brief allusion to the relation between memory and historiography, evaluating the latter's capacity to transform the bipolar character of the Portuguese identity narrative, always balancing between depression and euphoria. |
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No presente texto, procura-se avaliar o peso de alguns dos principais traumas que marcaram a história imperial portuguesa na formação da memória colectiva, na construção da narrativa identitária nacional. Como pontos de referência, tomámos sucessivamente o desastre de Alcácer-Quibir, a desagregação do império luso-brasileiro, o ultimatum inglês de 1890 e a descolonização final (com as fortes resistências que encontrou). Nas conclusões, tenta-se caracterizar a memória colectiva formada a partir desses traumas — vendo-se nela uma memória ferida ou mesmo doente, por incapaz de efectuar o correspondente trabalho de luto. Finalmente, faz-se uma breve alusão à relação entre memória e historiografia, sopesando-se a capacidade desta última para alterar o carácter bipolar da narrativa identitária portuguesa, sempre oscilante entre a depressão e a euforia. |
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