Da prostituição na cidade de Lisboa : ou considerações históricas, higiénicas e administrativas em geral sobre as prostitutas, e em especial na referida cidade ; com a exposição da legislação portuguesa a seu respeito e proposta de medidas regulamentares necessárias para a manutenção da saúde pública e da moral

É inegável que a prostituição sempre existiu, mas nunca como no século XIX chegou a agitar tanto a paciência das correntes mais austeramente moralistas que sempre julgaram primar pelo bom senso . Quase todos os grandes escritores naturalistas do século XIX se ocuparam da figura humana da prostituta:...

Cijeli opis

Spremljeno u:
Bibliografski detalji
Glavni autori: Cruz, Francisco Ignacio dos Santos, 1787-1859, Pais, José Machado (Autor)
Format: Livre numérique
Jezik:Portugais
Izdano: Lisboa : Etnográfica Press 2021.
Marseille : OpenEdition
Teme:
Online pristup:Ressource accessible en libre accès
Accès Université d'Orléans et IFPM ; Accès complet au document dans sa version HTML. Pas d'accès aux autres formats (PDF, Epub).
Bilješka: Description d'après la consultation, 2021-04-01
Titre provenant de la page de titre du document électronique
La pagination de l'édition imprimée correspondante est de : 363 p.
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Edition sous un autre format:• Da prostituição na cidade de Lisboa, ou considerações históricas, higiénicas e administrativas em geral sobre as prostitutas, e em especial na referida cidade ; com a exposição da legislação portuguesa a seu respeito e proposta de medidas regulamentares necessárias para a manutenção da saúde pública e da moral, Francisco Ignacio dos Santos Cruz, ..., 1984, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1 vol. (363 p.), Portugal de Perto
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506 |a L'accès complet au document est ouvert à tous dans sa version HTML. L'accès aux autres formats (PDF, Epub) est réservé aux usagers des établissements qui en ont fait l'acquisition. 
520 |a É inegável que a prostituição sempre existiu, mas nunca como no século XIX chegou a agitar tanto a paciência das correntes mais austeramente moralistas que sempre julgaram primar pelo bom senso . Quase todos os grandes escritores naturalistas do século XIX se ocuparam da figura humana da prostituta: recordem-se Zola, Tolstoi ou Dostoyewsky. Todos eles matizaram com traços dramáticos a personagem frequentemente arrojada dos meios camponeses à vida urbana e empurrada pela miséria para a prostituição. Também a nossa literatura não deixa de evocar essa imortal personagem do quotidiano que é a prostituta. Abel Botelho consagrou-lhe o seu Livro d Alda; Alfredo Gallis escreveu As Mulheres Perdidas; a Princesa de Boivão, de Alberto Pimentel, conta a história de uma pobre desventurada a quem o amante vingativo abre no corpo as quatro letras ferreteantes ; A Bandeira, de Lino Macedo, é mais uma historieta de uma pobre e desamparada cortesã; Rocha Martins dedica dois livros a cortesãs régias: A Madre Paula e a Flor da Murta, como Andrade Corvo já havia dedicado um à célebre Calcanhares : Um Ano na Corte. No teatro surgem, com o virar do último século, A Pérola, de Marcelino de Mesquita (à época proibida por imoral ) ; A Severa, de Júlio Dantas ; a Rosa Enjeitada, de D. João da Câmara, e o Fado, de Bento Mantua. Contudo, o primeiro estudo sério sobre a prostituição em Portugal apareceu em 1841, com o livro de Santos Cruz, Da Prostituição na Cidade de Lisboa, que temos o gosto de apresentar e que com tanta oportunidade surge agora a público. 
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